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Diogo Mainardi

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Artigos do Mainardi

Blog EntrySep 23, '11 7:45 AM
by Publio for everyone
A universidade embarcou na moda e anseio de eleições diretas quando o país inteiro clamava "Diretas Já" e a adoção intracampi foi mais ou menos um lenitivo para a derrota da aspiração mais ampla. Há argumentos, alguns até bons, favoráveis à eleição direta e mesmo aos critérios proporcionais, de diferentes matizes, adotados; mas creio que estejamos mais sob o império de um dogmatismo enaltecedor do voto direto que propensos à racionalidade argumentativa quando nos alinhamos a estes processos de escolha.
Em tese, sempre fui contra as eleições diretas – aberta exceção histórica do momento da grande campanha de Ulisses e Tancredo. Não aceito o argumento de que as pessoas, todas, a um só tempo, tenham a qualificação suficiente para escolha competente de mandatários executivos. Acredito mais em eleições indiretas, colégios qualificados em escala, eleição distrital e mesmo no fim da escolha eletiva para cargos executivos de mandato imperial temporário como os que temos. Numa utopia em que eu fosse o Licurgo, os executivos seriam designados por competência para exercício ad nutum de funções gerenciais sob diretriz de algum colegiado eleito de forma mista (majoritária e distrital) que tivesse funções bem mais simples que a de tecer louvores e prebendas em causa própria.
Mas não é assim que as coisas são, e que sejam como são. Por absurdo, imaginemos uma grande estatal, ou economia mista, aderindo aos critérios eletivos em voga: a eleição de seu presidente por todos os acionistas: uma cabeça um voto – desesperador; a eleição qualificada (direta), cada eleitor com o peso das ações (ordinárias) em carteira – é o que temos, grosso modo, e é péssimo; ou toda a sociedade sendo chamada a eleger, em voto universal e direto, o presidente da empresa (afinal, como a União é acionista majoritária e o poder emana do povo...). O mesmo tipo de raciocínio já foi quanto à Universidade.
Sou levado a crer que estamos adotando critérios de escolha, de reitores a executivos de Estado, completamente equivocados. Desprovidos de racionalidade finalista e imersos em paixões, motivações históricas, desinformação e demagogia.
De alguma forma, precisamos voltar ao rascunho. É chato citar Sarney, quando ele é tão execrado – não sem razão, mas é fato que a afirmativa dele de que a Carta de 88 deixou o país ingovernável. Ele mesmo substituiu o governo, no sentido próprio, da governança como se entenderia em sentido moderno, por uma série de subterfúgios quem desemperram a gestão do Estado. A Carta Magna, não só é ruim, como é inexequível. O Estado é inconstitucional – ou não haveria mais. Entendo que temos que renunciar à norma constitucional que tece estrutura parlamentarista e arremate presidencialista, essa quimera jurídica, e pensar em convocar uma Constituinte original para fazer o que o Congresso Constituinte recente não deu conta.
Mas que seja uma Constituinte criada para a Constituição, por exemplo: que tal se os constituintes ficassem inelegíveis por... 15 anos? Para minimizar a legislação em causa própria.
Mas já estou na pele de Licurgo novamente; é tentador.
Por enquanto, que tal deixar as escolhas de reitor mesmo nas mãos de que tem poder político? E voltemos, em seguida, a discutir a natureza e qualidade da escolha dos detentores do poder político, no Estado, nas universidades, nas estatais.

Blog EntryJun 23, '11 3:10 PM
by Publio for everyone
A Keimelion - revisão de textos edita e publica diversos e-news como forma de dar publicidade e visibilidade a sua atividade; leia e assine qualquer um deles ou vários, de graça.
Abaixo das imagens há a lista e os links para cada publicação.
A Gazeta Chupim – É um e-news diferente: meta-meta-metajornalismo. Os jornalistas escreve, os jornalistas blogam e os jornalistas tuitam o que blogam e o que publicam em suas mídias, daí eu vou neles e chupo a matéria com o auxílio dessa nova e fantástica ferramenta da Web. É isso. Mas eu sou jornalista? Não - mas com tanto jornalista invadindo a minha seara de historiador, é bom dar o troco.
Arte pela Arte – Todo mundo já entendeu a ideia: junta-se o que se publica no Twitter e no Facebook por tema e temos um e-news sobre o caso. Aqui o caso é a arte, ou as artes - essa miscelânea de invenções e exibições que uns fazem para se divertir e outros admiram por não saber fazer... ou algo assim, não estou aqui para definir arte. É só ir ver o jornal, assine para receber os boletins de nova edição.
Crestomatia Política - Crestomatia, segundo mestre Houaiss: substantivo feminino/ Rubrica: literatura. 1 coletânea de trechos em prosa ou verso escolhidos da obra de um ou mais autores, ger. com finalidade didática; antologia/ 2 obra que contém esta coletânea; antologia. Nesta página, em Arquivos, também se podem acessar os números anteriores.
Cults ao Dia & Noite – Já existe uma cultura do cult, e esse culto também é um fato. Este e-news não cultua os cults nem os oculta, mas cultiva essa cultura diurna e noturna. Leia e assine; não garantimos que você se tornará o culto, mas diminuirá a possibilidade de ficar oculto.
Diário Geral das Editoras - O somatório do que as editoras dizem de si e o que dizem delas na internet. Juntando os links do Twitter e do Facebook, as ideias e matérias são organizadas de modo a possibilitar a sumária leitura das postagens e eventual aprofundamento no site de origem. Tempo e informação, as duas moedas de agora. Visite o "jornal" e assine lá para receber informativo de cada edição gratuitamente.
História como Ἱστορίαι – É nosso e-news que reúne o que é veiculado na web sobre história, segundo a indicação de links dos mais prestigiados institutos, grupos de pesquisa e historiadores que vão sendo paulatinamente agregados. Vale ler e assinar de graça.
Ouro Preto em Tópicos – Um e-news que reúne boa parte do que surge na web sobre nossa cidade. Nos 300 anos de criação de Vila Rica, só mesmo com muita tecnologia para acompanhar tudo que vai surgir na internet. Fiz este "jornal" para mim e para todos os pais que partilham comigo essa paixão visceral pela Cidade do Aleijadinho.
Sumário Jurídico – Reúne de forma sintética boa parte do que transita pela web sobre os temas do Direito e dos fóruns. Um resumo da coisa toda bem fácil, para aprofundar, há os links. A edição do dia pode ver vista no link, você pode assinar o e-news para receber notificação de cada nova edição, as edições anteriores ficam disponíveis no site, basta abrir Arquivo.
E mais:

Blog EntryMay 21, '11 2:06 PM
by Publio for everyone
Toda edição é precedida da revisão do texto.
Quando foram criados os blogs na internet, todos nos tornamos colunistas, diaristas, periodistas. Tudo que escrevíamos poderia ser exposto aos olhos do mundo, por mais desconhecidos que fôssemos. Essa fantástica possibilidade de publicação deu "igualdade de direitos" de expressão, libertando-nos de editores e possibilitando a cada um competir com suas ideias no mercado da palavra.
Agora, com uma incrível recriação do que está continuamente se recriando, surge a possibilidade de todos nos tornarmos editores, agregando as informações alheias em páginas criadas quase como que por mágica, a partir de palavras-chave e personagens do Twitter.
Os "jornais" criados assim terão múltiplas funções, mas servem primariamente para agregar informações de interesse de seu criador, para próprio uso, depois eles se prestam a divulgar publicidade, e sabe-se lá quantos usos mais virão
De nossa parte, aderimos e já temos alguns títulos, focados em nossa área de atuação:
São muitos títulos? Não, é apenas um amostra do que é a segmentação de interesses e possibilidades deste recente recurso. Todos os jornais são públicos, aceitam "assinaturas" gratuitas que implicarão em um e-mail aos assinantes avisando de cada edição e contendo as manchetes! Tudo isso é muito novo, e muito bom! Aproveitem e assinem nossos títulos! Clique em um deles acima.
Leia no blog da Keimelion:
A formação do revisor de textos - Principais serviços prestados - Erros comuns na redação - Emprego do verbo haver

Blog EntryMay 9, '11 8:35 AM
by Publio for everyone
Revisores não são traças de livro.
O revisor vai reescrever o que o autor escreveu?
  • Não mesmo, ele não quer e nem tem tempo para fazer isso, assim como o autor consciente e cioso de seu texto não quer que ele seja reescrito. Existem revisores e revisões que interferem mais ou menos no texto, conforme a necessidade, o tempo disponível e o que ficar combinado entre autores e revisores. Revisão de textos é uma parceria, revisores trabalham em função de seus clientes, os donos ou autores do texto; então, fazem o que lhes é solicitado. Uma máxima dentre os revisores é: não fazer nenhuma interferência sem que haja justificação para ela. O autor sempre pode perguntar o motivo de alguma alteração e, informado, decidir sobre ela.
Mas eu trabalho muito em meus textos, não quero alguém os modificando, como fica?
  • O texto que a gente escreve é obra da gente; é normal gostarmos dele. Pincipalmente quando se é iniciante ou se escreve pouco, gostamos mais ainda daquilo que produzimos e gostamos menos que outros modifiquem. Mas é para isso que existem revisores, para mudar para melhor aquilo que foi escrito. Os autores melhoram também sua produção ao aprender com os revisores, mesmo os revisores aprendem continuamente uns com os outros. Assim como revisão é um processo contínuo, aprender a escrever também – os revisores estão sempre aprendendo mais, com os autores, com os gramáticos ou lexicógrafos e com os colegas de profissão. Nesse aprendizado, os revisores se aperfeiçoam no ofício de revisar e tendem a melhorar como autores também, afinal, desconheço revisor que não seja também autor.
Mas eu mesmo não posso ir revisando enquanto escrevo?
  • Claro que pode e deve, na verdade não há mesmo como ser diferente. Mal escrevemos um parágrafo, frase ou palavra, já os vemos e podemos reconsiderar. Isso é inerente à produção de texto. Mas quando se fala de revisão, no sentido profissional, é aquela que tem que ser feita por outra pessoa, a alteridade surge como o requisito indispensável. Quando o texto é de autoria coletiva, há problemas nele que derivam dessa mesma natureza, por exemplo, diferenças de estruturas fraseais entre os autores – e isso o revisor vai homogeneizar. Mas, nesse caso, o texto vem depurado de erros de concordância, normalmente, pois um autor costuma corrigir aqueles em que o parceiro incorrer! A chamada autorrevisão tem ainda o problema de ser um entrave à redação: deixe fluir a escrita, é melhor para o texto que se escreva mais em quantidade e velocidade que parando muito, releia seu texto a intervalos maiores; isso é mais produtivo.
Como posso saber se um revisor é bom?
  • Em primeiro lugar, a escolha de um revisor é muito pessoal. Escolher um revisor tem que ser por indicação ou por seleção criteriosa e, como em qualquer ramo, os melhores são mais caros! Não existe milagre de bom e barato no mercado. Verifique a experiência do revisor, não só em quantidade, mas se ele trabalha com textos do tipo que você está redigindo. Não precisa ser de sua érea de conhecimento, nada disso, mas há revisores especializados em romance, poesia, jornalismo, ou textos acadêmicos, para citar alguns deles. Há também revisores especializados em determinadas áreas, botânica, matemática, mas estes quase só trabalham em edições de livros muito técnicos. Verifique o portfólio da equipe ou do profissional. Lá também será possível ver o tempo de exercício no ramo, esse é um dado relevante. Mas se você é um autor habitual, procure estabelece parceria duradoura com um revisor, será proveitoso para as duas partes.
Não acontece de a revisão piorar o texto? A emenda ficar pior que o soneto?
  • Nunca vi nada nesse sentido. Mesmo um revisor iniciante, minimamente consciente, trabalha no sentido de melhorar o texto alheio e, segundo minha experiência, sempre o faz. Claro que revisores também erram (e quase são enforcados quando isso acontece), mas se o revisor introduzir um erro no texto, certamente ele terá eliminado vinte ou cem, se ele piorar uma oração, terá melhorado muitas outras. Claro que os revisores mais experientes tendem a errar menos, os mais atentos, os mais eruditos. Claro também que em uma tese de 600 páginas qualquer revisor vai cometer alguns erros, assim com qualquer autor cometerá centenas deles! O erro é inerente ao trabalho humano, inerente ao autor – e por isso existem revisores de textos, e inerente a estes, pois eles não são sobre-humanos!
Leia em seguida neste blog: Revisando seus textos - Revisão de textos em contexto - Emprego do verbo haver - Locuções com e sem crase

Blog EntryMay 7, '11 6:45 AM
by Publio for everyone

The rainbow flag

Essa idéia publicitária, as cores do arco-íris na bandeira, acho mesmo genial. Os matizes entre as pessoas, por qualquer aspecto - etnia, credo, política, sexualidade e mil outros - são tantos e as variáveis são sempre contínuas. A marca dessa bandeira, tem ainda a qualidade gráfica de se destacar em qualquer campo. Perfeito! Para mais detalhes sobre este excelente símbolo: Rainbow flag.
Não é meu objetivo aqui nenhuma digressão sobre publicidade, quero apenas não deixar em branco a decisão colorida proferida pelo STF esta semana sobre a igualdade de direitos entre as pessoas, entendendo que as sociedade conubiais de fato entre indivíduos geram os mesmos efeitos jurídicos independentemente dos sexos (ou gêneros) dos integrantes.
Alguns entenderam como "liberou o casamento gay" - o que pode ser uma forma acessível de expressas uma decisão mais ampla e mais complexa que isso. Melhor de tudo é que a decisão proferida, pelos diferentes fundamentos em que se alicerçou, consolidou e ampliou a cidadania em sua pluralidade, assim como explicitou, pelas mais diversas abordagens, que a única similitude entre os indivíduos é sua diversidade. Varius multiplus et multiformis - no verso que  Youcenar coloca na pena de Adriano, cuja atribuição nunca pude constatar se é fática (o que presumo) ou devida à criatividade da autora.
Acompanhei todas as sustentações e votos e me senti bem mais humano a cada argumento, bem mais pessoa de direitos. Senti-me reintegrado pela sentença de bens jurídicos e direitos sociais dos quais eu nem tinha boa ideia de que estava alijado!
A decisão foi à unanimidade, produzindo efeitos ex tunc, erga omnes, e com vínculo - no juridiquês; no popular se diria: barba, cabelo e bigode! Significa isso tudo que, no mérito - o que está sendo pedido - todos os julgadores estavam de acordo: os indivíduos são iguais, portanto têm direitos iguais. A decisão tem valor retroativo, ou seja, as sociedades que já estavam constituídas e os direitos decorrentes delas, mesmo os que precedem a decisão têm mesmo valor. E mais, a decisão vale para todos, quaisquer cidadãos se beneficiam da sentença, não apenas aqueles representados na petição e na causa. Finalmente, fica estabelecido que nenhum juiz pode decidir diferentemente, as sentenças em quaisquer causas, em qualquer foro, devem se alinhar com o pensamento dos 11 ministros - apenas dez votaram, o outro estava impedido por ter integrado a parte peticionária antes de ascender à Corte.
Os desdobramentos desse julgado estão por vir, não há como serem em sentido oposto. A sociedade está mais bem servida de direito. Obrigado, senhores juízes, por fazerem o meu mundo melhor.
Leia agora, neste mesmo blog-canal: Bíblia, casamento e Estado - Texto da memória - Pluralismo
Mais a ler, no blog da Keimelion:
Como escrever bem - Redação técnica e científica - Orçamento para revisão de texto

Leia e escreva no computador,revise na Keimelion.
No mundo acadêmico, em que a quantidade e qualidade de artigos publicados é importante para o destaque profissional, é preciso estar atualizado e capacitado para produção rápida e eficiente de artigos. Podem ser artigos para a mais conceituada das publicações científicas ou postagens para seu blog, o primeiro tipo requer maturação de ideias e profundidade, o segundo tipo requer constância e brevidade. Mas qualquer texto moderno tem que ser mais ágil e mais dinâmico em sua estrutura, lincado internamente e externamente, autualizadíssimo e dando conta das informações globais sobre o assunto em pauta.
No sentido de colaborar para essa produção frenética e em moldes bem distintos dos de poucas décadas é que vão as seguintes sugestões:
  1. Sei que você ainda deve ser apaixonado por papel, por livros, artigos impressos e por cópias xerográficas; vá abandonando esses amores, os textos estão cada vez mais em suporte eletrônico e você não poderá imprimir, carregar e rabiscar aquele monte de papel. Com o advento dos tablets, essa tendência recrudesceu e não há como evitar o texto virtual. Qualquer equipamento permite anotações, grifos, iluminações e comentários, tal qual era feito no papel. Desencane e chegue ao século XIX, cuja primeira década já se foi.
  2. Ao escrever, se a ideia já está toda na cabeça, escreva, de existem apenas alguns pontos, escreva, se vai ser feita uma chuva de ideias, escreva, escreva, escreva. Não há nada mais produtivo para a escrita que escrever. Tudo que for escrito poderá ser aproveitado, descartado, modificado ou mesmo evitado conscientemente – depois de visto em forma de texto. É preciso que se criem mecanismos de evitem o bloqueio de produção, o “branco”, escrever é o melhor método.
  3. Cuidado com o conflito de versões! Se você for salvando milhares de arquivos com nomes diferentes, sem lhes indicar a progressão, pode errar e trabalhar num arquivo ultrapassado e depois ter partes das boas ideias e dos trabalhos espalhados por diferentes arquivos, com perda de tempo e de conteúdo. Use algo como: versão a.docx. / versão b.docx. / e por aí afora. Mesmo nome com um indicativo sequenciador.
  4. Não tenha dó, escreva bastante, mas depois corte tudo que não for necessário, tudo que for repetitivo, tudo que for superficial e tudo que já tiver sido dito exaustivamente. Assim suas brilhantes ideias originais ficarão em destaque ao invés de se perderem no amontoado de coisas que os outros já escreveram. Refira-se ao que for de domínio amplo sem citar extensamente, refira-se ao antigo e ao novo sem juízos de valor por antiguidade ou modernidade, refira-se ao clássico de passagem, refira-se pouco a si mesmo!
  5. Reescreva, leia novamente imaginando-se na pessoa de seu leitor. Leia com calma. Guarde sem ler por algum tempo, se for texto que permita isso. Modifique o que for necessário. Encaminhe para um revisor de textos. Submeta a colegas e leigos que se dispuserem a ler. Discuta com o revisor as interferências que ele tiver feito. Se for uma tese ou dissertação, tente se antecipar várias semanas aos prazos: juro que isso será um diferencial positivo a seu favor. O revisor agradecerá a antecipação, o orientador fará uma festa e você se sentirá bem mais feliz se não ficar premido pelo tempo.
Leia mais no blog da Keimeion: Dicas sobre resumos de trabalhos acadêmicos - Revisor de textos - Lugar-comum, vício comum

Blog EntryApr 25, '11 7:23 AM
by Publio for everyone
Desarticulando - Ideias ouro-pretanas
é mais um tributo que presto à minha terra, Ouro Preto, no ano de seu terceiro centenário.
Públio Athayde
Coletânea de textos e ideias bem típicas de um ouro-pretano, não são  apenas artigos, mas alguns textos foram propositadamente desarticulados  para propiciar leitura esparsa e agradável.
No ano em que Ouro Preto completa 300 anos da autonomia política,  essa obra é também a homenagem de um cidadão que nasceu e foi educado  naquela cidade, com a qual mantém vínculos indeléveis e dos quais  manifesta grande orgulho.
As críticas aqui expostas vêm no bojo deste orgulho cidadão  consciente de que "'Ouro Preto não é um museu'. Vi frases equivalentes  em vários templos europeus, abertos aos visitantes, mas permanentes no  culto. Há 300 anos que Vila Rica, depois Ouro Preto, é uma urbe (um  conjunto urbano) uma civitas (coletivo de cidadãos) e uma polis  (entidade política) – os templos de musas que há ali são integrantes das  três constituintes da cidade, mas a cidade não se limita a eles nem se  destina a eles."

Para grande satisfação, todos os meus livros estão disponíveis, agora também no Brasil, em formato de e-book.
Vá direto acesso direto ao site de vendas. Os preços das edições eletrônicas são substancialmente menores, mas a possibilidade de aquisição dos volumes impressos é mantida.
The e-book ist in the tablet.



Blog EntryNov 10, '10 3:02 PM
by Publio for everyone

Erros de morte
Erros gramaticais e ortográficos devem, por princípio, ser evitados. Alguns, no entanto, como ocorrem com maior frequência, merecem atenção redobrada. Veja os cem mais comuns do idioma e use esta relação como um roteiro para fugir deles.
  • 91 – O fato passou “desapercebido”. Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.
  • 92 – “Haja visto” seu empenho... A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.
  • 93 – A moça “que ele gosta”. Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.
  • 94 – É hora “dele” chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado... / De pois de esses fatos terem ocorrido...
  • 95 – Vou “consigo”. Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não “para si”).
  • 96 – Já “é” 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não “são”) 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.
  • 97 – A festa começa às 8 “hrs.”. As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8h, 2km (e não “kms.”), 5m, 10kg.
  • 98 – “Dado” os índices das pesquisas... A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... / Dado o resultado... / Dadas as suas ideias...
  • 99 – Ficou “sobre” a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.
  • 100 – “Ao meu ver”. Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.
Leia toda a série dos cem erros comuns

Blog EntryNov 8, '10 4:25 AM
by Publio for everyone


Algumas vezes as pessoas se veem na necessidade de contratar um revisor de textos e recorrem aos mecanismos habituais para fazer a escolha: indicação de conhecidos, propaganda em murais, ou recorrendo à internet – meio cada vez mais usual. De qualquer forma, a pessoa se vê na contingência de confiar seu texto a alguém que não conhece e cuja competência nem sempre está apto a avaliar.
No processo de escolher o revisor, levam-se em conta alguns fatores óbvios que são os mesmos para qualquer profissional: a experiência do escolhido, sua qualificação, a responsabilidade na execução da tarefa, dentre outras. Quando a escolha se faz pela internet, boa parte da indicação fica a ser feita pelo Google – principal mecanismo de indexação e busca da atualidade, superando massivamente todos os demais. Assim, a procura se inicia dentre aquelas primeiras páginas das indicações apresentadas pelo site de pesquisa. O que avaliar?
Os fatores a serem considerados, alguns já apontados, são semelhantes aos da contratação da maioria dos profissionais, mas considere que você não poderá exatamente ver o trabalho do revisor antes de contratá-lo. Nem será possível procurar aquele que simplesmente ofereça o menos custo. Revisores são profissionais altamente qualificados e especializadíssimos – poucos sabem disso! – havendo aqueles que dirigem o foco de sua atuação à produção de textos publicitários, outros à literatura e alguns ao meio acadêmico, apenas para citar alguns dentre os principais recortes possíveis. Claro que qualquer revisor está capacitado a revisar, minimamente, qualquer texto – mas o refinamento máximo só se obtém quando a especialização do profissional (ou sua equipe) atende à necessidade e característica do texto.
Postas essas considerações, sugiro que, na escolha do profissional, observe-se o seguinte:
  1. Portfólio: se existe tal seção na apresentação ou site do profissional ou empresa...
  2. Critérios: se há clareza nos métodos de trabalho propostos, rotinas estabelecidas...
  3. Responsabilidade: se existem indícios de seguir à risca os prazos...
  4. Qualidade: como o profissional apresenta o resultado de seu trabalho...
Claro que há muito mais coisas que podem e devem ser avaliadas... Invista um pouco de tempo na avaliação do revisor a contratar e, quem sabe, pague um valor mais elevado por uma equipe qualificada para contribuir em algo tão importante quanto seu texto.

Leia na íntegra no blog da Keimelion.


Blog EntryOct 17, '10 2:19 PM
by Publio for everyone

 Por José Bones:
(Nosso repórter em um país distante e civilixado)

Tenho notado, assim como aqueles mais atentos também devem tê-lo feito, que a candidata Dilma Roussef e seus apoiadores, pretendem que ela venha a ser a primeira presidenta do Brasil, tal como atesta toda a propaganda política veiculada pelo PT na mídia.
Presidenta?
Mas, afinal, que palavra é essa?
Bem, vejamos:
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...
Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do gênero, masculino ou feminino. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".


Blog EntrySep 15, '10 4:18 PM
by Publio for everyone
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Blog EntryJul 31, '10 11:21 PM
by teri for everyone

 

Tanto o conceito de Evolução (Teoria Evolucionista), da biologia, quanto o conceito de Antropismo (Princípio Atrópica), da física/cosmologia, evocam discussãoes entre “uma criação” a partir de  ciência ou, para religiosos, de uma divindade.

Mas ambos, o científico Evolucionista/Antrópico ou o religioso, se assemelham quanto a crenças: um, na crença que o universo conspira para o surgimento de sua criação maior, o homem, e o outro que um Deus engenhou este mesmo universo com o intuito de nele locar a sua criação maior, o homem.

Sim, pois ambos os conceitos são, queiramos ou não, definidos e/ou interpretados por um HOMEM. E este ser, o HOMEM, atropocêntrico por natureza (biológica, moral e intelectualmente), procura explicações que preencham lacunas deixadas por suas dúvidas. Sim e a palavra SUAS deve ser destacada. Veja o conceito de Teoria Atrópica: Princípio antrópico estabelece que qualquer teoria válida sobre o universo tem que ser consistente com a existência do ser humano.

O termo Evolução evoca, sempre, um passo À FRENTE, uma melhora frente ao anterior (o que está nECESSARIAMENTE errado). Já o conceito de Antropia, também sempre, coloca que o conjunto de leis físicas e químicas universais confluiram para NOSSO surgimento, nesta Terra em que se têm as condições para este surgimento. Ou então, um Designer Inteligente (deus) criou tudo ao seu “bel” prazer, onde o objetivo final fosse seu feito maior, o HOMEM à sua imagem e semelhança.

Como se destas definições, todas, buscassem, por fim, definir-NOS como o ápice da pirâmide universal.

Historicamente, antropologicamente, o conceito religioso sempre se pautou no antropocentrismo, e, de que tudo que conhecemos, imana um deus que tem por fim nos colocar em um lugar e nas condições que ELE estabelece como as certas.

Já, a ciência, não menos antropocentrada, apresenta definições ou interpretações igualmente humanas, onde o Homem seria visto como o ápice de uma EVOLUÇÃO e a Terra como o palco onde todas as leis universais confluiram para o sugimento e desenvolvimento da vida, onde, no topo desta, temos o homem.

Não vejo méritos nem necessidade de se discutir a definição religiosa, já que esta, onde se olhe temporal ou geograficamente, se pauta no conceito monolítico e antropocentrado de um deus criador de tudo em prol de sua criação maior, o HOMEM.

Mas, ao se olhar os conceitos científicos acima citados, pouco ou nada se difere do antropocentrismo de que “tudo deu certo, conspirou, para que aqui estivessemos”.

Posso assegurar que isto, também, se deve a interpretação antropocentrada que nós mesmos damos a abas as teorias científicas, Teoria da Evolução e Principio Antrópico.

A primeira, Teoria da Evolução, nada fala, em realidade, sobre o conceito de evolução ,como podemos evocar do termo em nossa lingua (o antônimo de involução). Trata, desde sua definição inicial, de Darwin- Russel Wallace, de uma idéia, levada ao status de teoria por Darwin (daí darwinismo), cuja ponto central seria que os seres vivos sofrem mutações genéticas, passadas a seus descendentes no intuito de superarem as interpéries do meio em que se desenvolvem, buscando aumento de sobrevida e sucesso na reprodução. O termo Evolução deve evocar apenas isto, ou seja, mudar frente a novas dificuldades impostas pelo meio. Nunca se deve subtrair de Evolução uma melhoria diante do anterior, pois se colocassemos o “evoluído” nas condições em que seu antecessor vivia, este certamente NÃO sobreviveria. Nesta ótica, estando menos adaptado, seria menos “evoluido”.

Com relação ao Princípio Antrópico, apesar de sua definição, desde o início, ser fortemente antropocentrada, a idéia é a mesma. O fato, por exemplo, de Júpiter ser um gigante gasoso e a Terra não, deve ser interpretado dentro do mesmo princípio, ou seja, a conjunção da natureza química/física do universo desembocaram naquele resultado, não noutro. E dentro deste resultado, cada realidade se desenvolveu e se desenvolve. Aqui, na Terra, a realidade permitiu o desenvolvimento de vida. Mas isto já é outra discussão…

 

Teri Roberto Guérios

http://www.filosofar-comigo.blogspot.com/


Blog EntryJul 31, '10 11:21 PM
by teri for everyone

    file:///Users/teri/Desktop/Recorte%20de%20imagem.pictClipping          Somos todos Antropocentrados

 

Tanto o conceito de Evolução (Teoria Evolucionista), da biologia, quanto o conceito de Antropismo (Princípio Atrópica), da física/cosmologia, evocam discussãoes entre “uma criação” a partir de  ciência ou, para religiosos, de uma divindade.

Mas ambos, o científico Evolucionista/Antrópico ou o religioso, se assemelham quanto a crenças: um, na crença que o universo conspira para o surgimento de sua criação maior, o homem, e o outro que um Deus engenhou este mesmo universo com o intuito de nele locar a sua criação maior, o homem.

Sim, pois ambos os conceitos são, queiramos ou não, definidos e/ou interpretados por um HOMEM. E este ser, o HOMEM, atropocêntrico por natureza (biológica, moral e intelectualmente), procura explicações que preencham lacunas deixadas por suas dúvidas. Sim e a palavra SUAS deve ser destacada. Veja o conceito de Teoria Atrópica: Princípio antrópico estabelece que qualquer teoria válida sobre o universo tem que ser consistente com a existência do ser humano.

O termo Evolução evoca, sempre, um passo À FRENTE, uma melhora frente ao anterior (o que está nECESSARIAMENTE errado). Já o conceito de Antropia, também sempre, coloca que o conjunto de leis físicas e químicas universais confluiram para NOSSO surgimento, nesta Terra em que se têm as condições para este surgimento. Ou então, um Designer Inteligente (deus) criou tudo ao seu “bel” prazer, onde o objetivo final fosse seu feito maior, o HOMEM à sua imagem e semelhança.

Como se destas definições, todas, buscassem, por fim, definir-NOS como o ápice da pirâmide universal.

Historicamente, antropologicamente, o conceito religioso sempre se pautou no antropocentrismo, e, de que tudo que conhecemos, imana um deus que tem por fim nos colocar em um lugar e nas condições que ELE estabelece como as certas.

Já, a ciência, não menos antropocentrada, apresenta definições ou interpretações igualmente humanas, onde o Homem seria visto como o ápice de uma EVOLUÇÃO e a Terra como o palco onde todas as leis universais confluiram para o sugimento e desenvolvimento da vida, onde, no topo desta, temos o homem.

Não vejo méritos nem necessidade de se discutir a definição religiosa, já que esta, onde se olhe temporal ou geograficamente, se pauta no conceito monolítico e antropocentrado de um deus criador de tudo em prol de sua criação maior, o HOMEM.

Mas, ao se olhar os conceitos científicos acima citados, pouco ou nada se difere do antropocentrismo de que “tudo deu certo, conspirou, para que aqui estivessemos”.

Posso assegurar que isto, também, se deve a interpretação antropocentrada que nós mesmos damos a abas as teorias científicas, Teoria da Evolução e Principio Antrópico.

A primeira, Teoria da Evolução, nada fala, em realidade, sobre o conceito de evolução ,como podemos evocar do termo em nossa lingua (o antônimo de involução). Trata, desde sua definição inicial, de Darwin- Russel Wallace, de uma idéia, levada ao status de teoria por Darwin (daí darwinismo), cuja ponto central seria que os seres vivos sofrem mutações genéticas, passadas a seus descendentes no intuito de superarem as interpéries do meio em que se desenvolvem, buscando aumento de sobrevida e sucesso na reprodução. O termo Evolução deve evocar apenas isto, ou seja, mudar frente a novas dificuldades impostas pelo meio. Nunca se deve subtrair de Evolução uma melhoria diante do anterior, pois se colocassemos o “evoluído” nas condições em que seu antecessor vivia, este certamente NÃO sobreviveria. Nesta ótica, estando menos adaptado, seria menos “evoluido”.

Com relação ao Princípio Antrópico, apesar de sua definição, desde o início, ser fortemente antropocentrada, a idéia é a mesma. O fato, por exemplo, de Júpiter ser um gigante gasoso e a Terra não, deve ser interpretado dentro do mesmo princípio, ou seja, a conjunção da natureza química/física do universo desembocaram naquele resultado, não noutro. E dentro deste resultado, cada realidade se desenvolveu e se desenvolve. Aqui, na Terra, a realidade permitiu o desenvolvimento de vida. Mas isto já é outra discussão…

 

Teri Roberto Guérios

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Blog EntryJul 20, '10 8:39 AM
by Publio for everyone

Recorro a uma das mais curiosas expressões do tupi, que devemos aos bravos goitacás precedentes aos bandeirantes, para dar uma pálida ideia do que penso de nosso sistema educacional.
Claro, poucos sabem: Anhanhonhacanhuva significa água parada que some no buraco da terra, é o antigo nome indígena da localidade, em Minas Gerais, atualmente conhecida pelos nomes Fidalgo e Quinta do Sumidouro (distritos de Pedro Leopoldo, MG), onde situa-se a Lagoa do Sumidouro (a dita Anhanhonhacanhuva), local sagrado dos citados índios e referencial geográfico central e principal do Parque Estadual do Sumidouro. A ocorrência de sumidouros não é rara, principalmente em regiões calcárias.
Anhannhonhacanhuva, palavra quase impronunciável – onde nasalar ou não? É simplesmente um sumidouro. Sobrou em nossa língua como toponímico, embora restem lembranças de seu significado comum: sumidouro, a espiral que suga as águas e desaparece com elas pelo interior ignoto dos oceanos subterrâneos de água doce.
Pois bem, uns dizem que o sistema educacional do Brasil é um círculo vicioso: professores mal pagos, profissionais insatisfeitos e desqualificados extraídos do restolho do mercado de trabalho, condições de trabalho abaixo da crítica, carga horária exígua, superlotação das salas, legislação castradora, hierarquia administrativa vertical, resultados desastrosos – e os mais infelizes produtos dessa tragédia se tornam, para fechar a ciranda, professores de novo! Podem-se acrescentar ou retirar elementos dessa roda infernal, mas o resultado é sempre o analfabetismo funcional com que a juventude surge de todos os graus de ensino, cada vez mais elevados em tese.
Mas não bastava, pioraram tudo. Não era suficiente a trama circular e nefasta que já degringola a educação brasileira há quase quatro décadas, fartamente nutrida por correntes de pensamento pedagógico hauridas nas mais pitorescas fontes, sempre em detrimento da experiência dos professores pelo experimento dos pedagogos.
Agora que todo o conhecimento do mundo está disponível universalmente, justo quando o ideal iluminista do ensino cíclico e universal (egkuklopaideía – enciclopédia) se torna verossímil pelo advento da internet, mergulham de vez o sistema educacional em um buraco sem fundo, trocam a ciranda viciada pelo sumidouro com a introdução de um abantesma a que chamam educação a distância.
Educação a distância há de ser o golpe final no sistema que nos fará eternamente fornecedores de mão de obra desqualificada, atacadistas de açúcar (desde o século XVII), de minérios (desde o XVIII), de grãos (XIX em diante) até chegarmos ao petróleo (a promessa do XXI no pré-sal) – sempre commodities mercantilizadas sem agregação de valor, apenas o extrativismo ou cultura primária, prescindindo de conhecimento ou trabalho agregados.
Educação a distância é o que há de mais distante da educação. Não há nenhuma dúvida de que os seus fautores fazem o pior uso possível da internet, tornando-a o inverso do que ela representa de positivo: ao invés de uma fonte imensurável de todo conhecimento humano a ser gerida no processo educativo pelos professores, torna-se o substituto do próprio professor e a alternativa para a gestão do processo de apropriação do conhecimento passa a ser sua redução ao apostilismo eletrônico. O sistema educacional mergulha no sumidouro em que o magistério será a primeira vítima: professores se tornarão dispensáveis, pelo menos nas quantidades até aqui demandadas. Se já impunham quatro, cinco, seis ou mais dezenas de alunos em cada turma, chagando alguns professores a somar cinco ou seis centenas de alunos dentre suas diversas turmas, agora esses números se exponenciam. Milhares podem ver as aulas gravadas (telecurso mudou de nome?) e difundidas pelos sites das instituições de ensino (para as privadas isso virou o negócio da China!). Na propaganda governamental, os dados retumbam: dobram o número de alunos dos cursos superiores (superiores em relação a quê?).
Os casos de que tomo conhecimento se tornam dia a dia mais escabrosos. Vou citar apenas três, suficientes para formar opinião de quem quer ter alguma no caso. Primeiro, na mesma instituição de minha primeira graduação há um curso de bacharelado a distância em administração de empresas. Mais de cinco mil – não errei não: cinco mil – cinco mil infelizes recebem apostilas, vídeo-aulas e diplomas (não consigo deixar de me lembrar do Instituto Universal Brasileiro – meu pai aprendeu desenho mecânico com eles). Quero saber quem é que vai dar emprego para essa moçada depois de formados. Hoje já temos o mercado inflacionado de administradores advindos de faculdades abertas em qualquer garagem que estivesse desocupada. Agora termos desocupados desinformados longe das faculdades e das garagens. O débito social para com essa massa de juventude ludibriada por tal política pública falsífica é incomensurável. A frustração do desemprego decorrente, ou subemprego para os menos infelizes, terá repercussão nos índices de criminalidade, de suicido, alcoolismo e em todos os mais nefastos indicadores sociais. Pessimismo? Predicação friamente calculista eu diria.
Segundo caso: tenho notícia da existência de um curso de graduação em artes cênicas a distância... Podem imaginar algo mais grotesco que isso? Imaginem as aulas de mímica, de improvisação (para as quais, então, a faculdade pode ser substituída pelo Youtube). A profundidade dramática que tais alunos alcançarão ultrapassará todas as didascálias, estejamos certos. Mas aqui ainda nos resta o consolo de que não se morre de rir, por melhor que seja a comédia – nem se morre de raiva, por pior que seja o drama.

Leia até o fim em Orbas Meas.

Blog EntryJul 19, '10 9:15 AM
by Publio for everyone

Alessandra da Silveira Bez
Para elaborarmos uma proposta sobre gênero acadêmico-científico baseada na semântica linguística, ou seja, na descrição de um sentido dentro do linguístico, pensamos que é importante, primeiramente, definirmos o que é gênero, de acordo com a perspectiva bakhtiniana.Para Bakhtin (1992, p. 277), todas as esferas da atividade humana estão sempre relacionadas com a utilização da língua. Esse uso da língua se efetua em forma de enunciados (orais e escritos), concretos e únicos, que emanam dos integrantes de uma ou outra esfera da atividade humana. O enunciado mostra as condições específicas e as finalidades de cada uma dessas esferas: conteúdo temático, estilo verbal e construção composicional. Esses três elementos convergem para o todo do enunciado e todos eles são marcados pela especificidade de uma esfera de comunicação. Vê-se, então, que qualquer enunciado considerado isoladamente, é individual, mas cada esfera de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, que são os gêneros do discurso. Cada esfera dessa atividade se diferencia e se amplia à medida que a própria esfera se desenvolve e fica mais complexa.A partir das três características que formam um gênero, condições específicas, estilo e construção composicional, Bakhtin (1992) afirma que o estudo da natureza do enunciado e da diversidade dos gêneros do enunciado nas diferentes esferas da atividade humana são fundamentais para os estudos da área de linguística, porque um trabalho de pesquisa com um material linguístico concreto lida com enunciados concretos que se relacionam com as diferentes esferas da atividade e da comunicação. É necessário que se tenha uma concepção clara da natureza do enunciado em geral e dos vários tipos de enunciados em particular, ou seja, dos diversos gêneros do discurso, para que uma pesquisa seja bem sucedida. Não levar em consideração a natureza do enunciado e as particularidades de gênero que marcam a variedade do discurso em qualquer área do estudo linguístico é condená-lo ao formalismo e à abstração. Com essa perspectiva, é necessário compreendermos como o gênero acadêmico-científico se constitui, visto que ele apresenta características e funções bem específicas.Sabemos que o homem, pela sua própria existência, necessita atribuir significações ao mundo em que vive. Com isso, ele cria intelectualmente representações significativas da realidade. Essas representações podem ser definidas como conhecimento e podem ter diferentes vertentes: mítica, ordinária, artística, filosófica, religiosa e científica (Köche, 2002). Como visto nos parágrafos anteriores, abordaremos o gênero acadêmico-científico, já que é esse tipo de texto que será utilizado em nosso corpus de análise.O gênero acadêmico-científico pode ser representado, para alguns estudiosos, de forma caricata, pois se tem a imagem ingênua de que a ciência busca técnicas de investigação para serem aplicadas em qualquer problema, garantindo a verdade científica e eliminando falhas. Percebemos que a ciência não apresenta verdades absolutas, mas explicações provisórias que dão ao conhecimento científico um estado hipotético permanente.De acordo com Köche (2002), podemos definir um gênero acadêmico-científico como um conjunto de procedimentos não padronizados adotados pelo investigador, orientados por postura e atitudes críticas adequados à natureza de cada problema investigado. Assim, elaborar um discurso de caráter científico é produzir de forma crítica o conhecimento científico, levantando hipóteses bem fundamentadas e estruturadas em sua coerência teórica (verdade sintática) e possibilitando serem submetidas a uma crítica severa (verdade semântica) avaliada pela comunidade científica (verdade pragmática). Nota-se que não há somente uma verdade, mas três. Mesmo assim, elas não são suficientes para demonstrar a verdade de determinado enunciado, justificando a aceitação como um resultado certo, infalível.Percebe-se, então, que o conhecimento científico é falível, pois o investigador pode elaborar hipóteses inadequadas, não planejar de forma adequada os testes de suas hipóteses, assim como não perceber provas contrárias, gerando conclusões impróprias. Pode-se constatar, assim, que essa falibilidade existe porque o conhecimento científico é uma retomada constante das teorias e problemas do passado e do presente, através da crítica severa e sistemática. Por esse sistema diacrônico, percebe-se que o conhecimento científico não cristaliza resultados das pesquisas, mas os considera eternas hipóteses que precisam de constante investigação e revisão crítica intersubjetiva. Através da citação de Köche (2002) podemos compreender qual é a proposta do conhecimento científico:
O conhecimento científico é, pois, o que é construído através de procedimentos que denotem atitude científica e que, por proporcionar condições de experimentação de suas hipóteses de forma sistemática, controlada e objetiva e ser exposto à crítica intersubjetiva, oferece maior segurança e confiabilidade nos seus resultados e maior consciência dos limites de validade de suas teorias (KÖCHE, 2002:37).
Leia mais em Editora Keimelion.

Blog EntryMay 30, '10 5:24 PM
by teri for everyone

As intolerâncias referentes à religião, raça, opção sexual e até língua falada e costumes culturais de um grupo em relação ao outro, sempre foram a política de frente do modernismo europeu, quando este se via em conquistas territoriais e imperialismos mundo afora.

Mas estamos em uma nova fase cronológica da história humana, em que o colonialismo e o imperialismo são apenas figuras do passado a ser estudado.

Hoje, vivemos num planeta composto por multiculturalismo e a exaltação deste multiculturalismo se faz cada vez mais patente na sociedade ocidental.

Propagandas, produtos, políticas, exaltam a tolerância multicultural.

A análise deste fenômeno apresenta várias conclusões. Na maioria, ao menos do ponto humano interpessoal e social, são positivas.

Necessário assim, se fazer uma análise de um ponto: no momento em que não se forma uma unidade social ampla, a força desta sociedade se esvai frente às lutas de seus interesses.

Isto significa dizer que, um país continental como o Brasil, apresenta, e isto é facilmente detectável, uma ausência de civilidade ou noção do coletivo, devido basicamenete à heterogeneiedade da sociedade. Dificilmente, descendentes de alemães do sul do Brasil irão apoiar-se ou apoiar qualquer movimento social NACIONAL, em conjunto com um grupo tão diferente culturalmente como os nordestinos, por exemplo. Talvez, porque o conceito de nação, apesar de atrelado à idéia do moderno estado-nação, está em uma esfera totalmente posterior ao conceito de povo (que a princípio deveria compor esta nação), e se encontra mais atrelado a um conceito moderno e refinado neste período pós-moderno de tolerância a heterogeneidade e às diferenças.

Isto parece-me uma grande estratégia de dominação onde, porém, em uma primeira análise é positivo. Sem uma identidade maior, onde se fomenta as tolerâncias, a homogeneidade que se espera de um povo quando este, por exemplo se propõe a defender sua “pátria” de algum confronto ideológico, politico ou ético, simplesmente inexiste. Jamais um sulista do Brasil sentir-se-á impelido à luta pela cidadania de, por exemplo, um nortista ou nordestino deste Brasil.

A cultura é tão díspar, mesmo que se queira dizer que não, que jamais um sulista abrirá mão de 1 milímetro de qualquer coisa de sua vida ou liberdade por outro “alguém” brasileiro que ele considera culturalmente diferente dele.

Porém, podemos observar a recrudescência da extrema direita em muitos locais do mundo ocidental, marcadamente na Europa.

Seria esta recrudescência um efeito colateral  da própria política de tolerâncias?

 

Teri Roberto Guérios

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Blog EntryMay 26, '10 2:08 PM
by Publio for everyone

10 Dicas Para Desencalhar a Tese                                                                                                                                   

Blog EntryMay 22, '10 7:02 AM
by Publio for everyone
Marina é pequenininha e era pobre, aprendeu a ler na adolescência e foi catequizada por Chico Mendes: tem gente com peninha dela. Querem recompensá-la? Votem nela no BBB em 2011...
Aquela senhora simplesmente era parte da quadrilha chamada PT até poucos meses, apareceu (na medida do possível) às custas de Lula e sua trupe. Auferiu todas as benesses de Governo, para pular fora na última hora em prol de projetos pessoais - nem confiável ela é. Evangélica, faz parte de um credo autoritário que pode querer determinar comprimento de saia num dia, burka no outro - se tiver maioria no Congresso.
"Ah, mas não se pode generalizar ('toda generalização é burra!') - Marina era do PT, mas da 'ala honesta'"... Alto lá: generalizar não é burrice, é ato necessário à intelecção. Se não fazemos generalizações, nos perdemos em casuísmos que não constituem conhecimento, experiência útil. "Generalizar é burrice" é um lugar-comum de quem não tem hábito ou propósito de refletir sobre a semelhança ou diferença dos eventos, classificando-os e abstraindo deles.
Além de ministra petista, dona Marina vem de ser senadora - triste página no currículo de qualquer um dos que está lá. O Senado Federal é um conluio de 81 cúmplices de tudo que foi lamaçal naquela casa - ou será que algum deles desconheceu os atos secretos tanto quanto Sarney?

Leia mais em Orbas Meas

Blog EntryApr 6, '10 6:46 AM
by Publio for everyone

Leilões & Presentes

Cada vez maior a frequência dos leilões de arte no Brasil. Reflexo seguro do aquecimento deste segmento de mercado no país e no mundo, bem como dos esforços dos marchands no sentido de popularizar essa prática.
Ao contrário do que se possa pensar, nesses leilões encontram-se obras acessíveis a todos os bolsos. Não apenas aquelas maravilhas de muitos milhões que os jornais noticiam serem vendidas no exterior.
Também os leilões não são um ambiente que só possa ser frequentando por conhecedores de arte ou por restritos convidados. A entrada aos leilões é sempre franca e são um excelente lugar para se aprender sobre arte. Todos são bem vindos, para aprender ou para comprar; melhor ainda: para aprender a comprar.

Regras de Conduta

1- Não precisa convite pra ir. O leilão é público. Ele tem a necessidade jurídica de ser aberto a qualquer eventual comprador.
2- Em caso de interesse maior, de aprender ou para comprar, visite antecipadamente a exposição.
3- Vista-se de acordo com o ambiente, a hora e o público do evento. Rola terno para os homens, mas pode ser só "arrumadinho"; estudantes de arte têm licença especial para ir vestido de doido se tiver menos de 22, 24 anos - licença extendida além disso só a artistas muuuito famosos.
4- Chegue na hora prevista. Regra básica de qualquer evento social. Vamos tirar o Brasil do submundo!!!
5- Chegue antes e se cadastre, se pretende fazer lance em alguma peça ou se desejar receber os convites posteriores em casa.

Por que participar de leilões de arte?

"O leilão ocupa uma posição estratégica no mercado de obras-de-arte. Ele é um momento no qual se dá a explicitação/negociação dos vários interlocutores e forças modeladoras desse "campo" (Bourdieu, l974)". 

Modesta para os padrões internacionais, a movimentação nacional em torno dos leilões de arte já desponta como promissora opção para investidores a longo prazo.

Um fenômeno deste mercado é que artistas mais antigos não são tão valorizados, como se as atenções se concentrassem no período compreendido entre o final do século passado e o início deste.

No entanto, se o que você quer mesmo é investir pouco e no decorrer dos anos ver o seu investimento crescer gradativamente a medida que o nome do seu artista preferido se solidifica no mercado das artes, a escolha mais certa será aplicar em artistas contemporâneos.

Estes são fragmentos de artigos encontrados no blog Arte em Leilão, onde se encontra também a programação de algumas das casas leiloeiras mais ativas no Brasil e exterior.